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Homilética: III domingo da Páscoa

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homileticaIdeia principal: Testemunhar Cristo ressuscitado diante de todos com coragem e atrevimento.

Síntese da mensagem: A ressurreição de Cristo é fonte de entusiasmo, força e valentia para dar testemunho, se for preciso com o sangue, diante de todos, desse maravilhoso fato: “O Deus dos nossos pais ressuscitou Jesus, o qual vós matastes pregando-o numa cruz… Nós somos testemunhas” (1 leitura). Hoje é a terceira aparição de Jesus ressuscitado aos seus discípulos para confirmá-los na fé, na confiança e no amor. E desta maneira possam viver num “Amém” sustenido e sem bemóis.  

Pontos da ideia principal:

Em primeiro lugar, testemunhar Cristo requer uma experiência profunda do amor de Cristo na nossa vida (evangelho). Perguntemos, se não, a Pedro hoje. Ninguém da testemunho valente de alguém a quem não ama, de quem não está convencido. E o amor pressupõe o conhecimento, pois ninguém ama o que não conhece. O amor pode passar por momentos de descalabro, como aconteceu com Pedro na Paixão do Senhor, que o negou três vezes, por debilidade e por confiar em si mesmo. Mas a ressurreição de Cristo curou o seu coração, deu-lhe novo ardor e renovou por três vezes esse amor que tinha caído. No caso de Pedro confirmou-o no Primado da caridade: apascentar os cordeiros e as ovelhas de Cristo, e não a si mesmo. Só se Pedro- e depois dele os seus sucessores, os Papas- presidir na caridade, então sim poderá testemunhar esse Cristo ressuscitado totalmente entregue a todos. Agora entendemos o imenso e puxado esforço do Papa Francisco por se aproximar de todos, por ganhar todos para a causa de Cristo: judeus, muçulmanos, protestantes, anglicanos e demais chefes de outras religiões, sem encher-se de soberba para defender o seu primado com as unhas e com a caneta em ação, como alguns ultraconservadores- “mais papistas do que o Papa sempre teve” – querem e até exigem? Será o amor e mais convincente testemunho que demos de Cristo ressuscitado: amor que é bondade, mansidão, paciência, misericórdia, compreensão. Amor que é olhar para o outro e me interessar por ele. Amor que não se impõe, que não é grosseiro nem cuspe na cara nem da pontapés. Neste ano da misericórdia devemos pedir a Cristo ressuscitado que nos encha da sua ternura para que o nosso testemunho Dele seja digno de crédito e muitos se aproximem de Cristo vivo que vem refletido em cada um de nós.

Em segundo lugar, testemunhar Cristo nem sempre será fácil (1 leitura e evangelho). Encontraremos resistências, proibir-nos-ão falar de Cristo, burlar-se-ão de nós, ameaçar-nos-ão. Isto não está acontecendo já nas terras onde cristãos são mortos, por extremistas do Estado Islâmico, pelo simples fato de crer em Cristo: Síria, Iraque, Bangladesh…? Um autêntico inferno estão sofrendo pelo nome de Cristo! Experimentaremos também que a nossa pesca é inútil, estéril, e tiramos as redes sem nada (evangelho): pais de família que tiram as redes dos seus filhos vazias, sem fé, sem amor… quando não quebradas pelos estragos da droga, do consumismo e do relativismo. Esposas comprometidas com a sua fé que jogam uma e outra a rede da fidelidade à direita e à esquerda para conquistar o esposo, e nada.  Missionários e missionárias que vem a que a semente se malogra em tantos corações, e se sentem desanimados e sem forças. Redes vazias de virtude, em tantos grupos paroquiais, ou, pior, cheias de ambições, de intrigas, de desavenças, de críticas. Congregações religiosas que experimentam a esterilidade de vocações por falta de identidade ou a aversão de tantos jovens para dar um “sim” generoso e firme, quando lhes propõem as exigências de Cristo ressuscitado. É nesses momentos quando Cristo nos diz: “Lançai as redes à direita da barca e encontrareis peixes”. É o momento para renovar a nossa fé e a nossa confiança na palavra do Senhor. Ele vive e nos diz: “Trazei alguns peixes dos que acabais de pescar… pois as brasas estão preparadas”!  

Finalmente, testemunhar Cristo significa renovar o nosso contínuo “Amém” (2 leitura) a Deus, ao crescimento nas virtudes cristãs e aos valores humanos. “Amém” significa assentimento, conformidade e obediência ao que a outra pessoa faz ou diz. Significa a força, a firmeza, a solidez, a estabilidade, a duração, a credibilidade, a fidelidade, a segurança total. Esta palavra procede do hebraico אמן (“em verdade”, “certamente”) pronunciado āmēn. A raiz desta palavra indica firmeza e segurança, e em hebraico coincide com a raiz da palavra “fé”. Dizer “Amém” implica um grande compromisso, é fazer uma profissão de fé, é dizer a Deus que sim, que estamos de acordo com tudo o que Ele nos diz, é repetir-lhe uma e outra vez que vamos ser fiéis com Ele, é assegurar a nossa esperança. Amém, quando a dor ou a doença tocar a porta da nossa casa, por permissão de Deus. Amém, quando um contratempo frustrou os nossos planos. Amém, na saúde e na doença. Amém, na riqueza e na pobreza. Amém, no êxito e na fracasso. Amém, na primavera, verão, outono e inverno. Amém, na infância, na adolescência, na juventude, na idade madura e na velhice. Amém, quando Deus nos enche de consolos e de presentes, e também quando experimentamos a noite escura da alma. Amém, ao terminar as nossas orações e o nosso trabalho. Amém, quando Deus nos abençoa com o quarto ou quinto filho, ou quando não nos abençoa, e nos pede adotar um filho de coração. Amém, quando um pobre nos visita e nos tende a mão para que lhe demos, não do que nos sobra, mas inclusive, do que necessitamos. Amém, quando iniciamos o dia e quando o terminamos. Amém, quando a morte se aproxime devagarzinho do nosso quarto para nos levar à presença de Deus.    

Para refletir: Como está o meu testemunho de Cristo ressuscitado: é corajoso e decidido, ou opaco e fraco? Como reajo diante das dificuldades que a vida me apresenta ou diante do que Deus permite? Vivo num contínuo “Amém” sustenido, ou com muitos bemóis de inseguranças, dúvidas, desânimos?

Para rezar: Senhor, concedei-nos a fé. A fé que arranca a máscara do mundo e faz ver Deus em todas as coisas, a fé que faz ver tudo sob outra luz: que nos mostra a grandeza de Deus e nos faz descobrir a nossa pequenez; Senhor, concedei-nos esta fé, que nos faz empreender tudo o que Deus quer sem duvidar, sem vergonha nem temor, sem retroceder nunca. A fé pela que não tememos nem os perigos, nem a dor, nem a morte; que sabe caminhar pela vida com calma, paz e uma profunda alegria e que estabelece no nosso espírito um desprendimento absoluto com relação a tudo, fora de Vós. Amém.

Qualquer sugestão ou dúvida podem se comunicar com o padre Antonio neste e-mail:  O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.">

Fonte:  ZENIT.

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Visitante Domingo, 03 Julho 2022